Eu nasci há 41 anos atrás

Eu sou do século passado. Do tempo em que não existia internet.


Quando alguém viajava, era motivo de muito choro. Carta demorava dias pra chegar e não tinha Skype, que é quase uma materialização da pessoa, bem na sua frente. As ligações eram caríssimas! Não tinha Viber pra conversar horas e virar noite batendo papo. Lembro que, quando eu fazia ligação interurbana, por algum motivo, minha mãe ficava a todo instante interrompendo, dizendo que a conta ia vir um absurdo! E era um tal de falar mil e trezentas novidades em cinco minutos... 

Vivi na época dos papéis de carta.

Nada de trocar SMS! Para as meninas, compartilhar significava trocar papéis de carta na hora do recreio (alguns vinham com cheirinho). E nem usávamos as linhas, não escrevíamos nada. A graça era trocar. Crianças que sempre iam a Disney nas férias, tinham os mais legais, aqueles valiam ouro: My Melody e Hello Kitty. Tudo aquilo encantava a gente. Eu, que só vivia em terras brasileiras, tinha mesmo os mais populares.

Ah, meu tempo de figurinhas...

“Amar é"... Ficar vidrada no seu álbum. Qualquer dinheiro que sobrava do lanche do colégio era usado pra comprar figurinha. A sensação de rasgar o pacotinho, nossa... Era sensacional! Mágica! E quando o pacote vinha com várias figurinhas repetidas? Era um “Deus nos acuda” pra trocar (eita, expressão mais old school...). E aqueles que vinham com figurinhas prateadas? Eram o máximo!



Dancei de rosto colado! 

Era assim: todo mundo pulando, alegremente, ao som Dancing with Myself (na sequência, sempre Private Idaho - B 52's). De repente, as luzes se apagavam e todos se entreolhavam. Dava aquele friozinho na barriga! Essa era a hora da dança lenta. Era pegar ou largar. As meninas ficavam sentadinhas esperando os meninos puxarem pra dançar. :-P      

E aí? Caiu a ficha?

Quem é novinho nem sabe que o termo "caiu a ficha" é herança das fichinhas de orelhões. Que agonia pra achar lugar pra comprar! Que agonia pra encontrar um orelhão funcionando! Mais agonia ainda pra falar correndo, porque a cada instante a gente ouvia aquele barulhinho (plim!) do “lá se foi a última ficha”. Lembro também das noites (e não foram poucas) em que minha mãe ficava plantada na janela de casa, de cabelo em pé à minha espera, porque eu passava da hora combinada. E não era essa moleza de hoje em dia não, coitada! Os pais ficavam sem contato, na maior angústia. Não tinha essa de pegar o celular e ligar a qualquer hora e pra qualquer lugar. E agora, mesmo com essa facilidade, os filhos ainda se dão ao luxo de não atender. E quando a gente se perdia? Não tinha GPS pra se achar :-/

Eu discava o telefone!

Acho que meu filho nunca deve ter visto uma raridade dessas. Quando meu pai trancava o aparelho com cadeado, por causa dos inúmeros trotes que meus irmãos e eu passávamos (sem bina era uma maravilha!), nós usávamos um método infalível pra burlar a lei: era só bater na tecla a quantidade de vezes dos números do telefone. Explico melhor: 239-2978 (era o número da minha casa. Curtinho, né?). Batia duas vezes, depois três, depois nove e por aí vai. O ruim era quando o número de telefone era cheio de noves! Haja dedo... Chegava a doer.

E o must de tecnologia era o Atari

Pac Man, River Raid, Enduro... Nossa, era uma emoção! Parecia coisa do outro mundo de tão avançado. Só tinha o botão de acelerar, frear e as direções. Hoje em dia é tanto botão que dá preguiça de jogar.

A gente brincava ao ar livre

Apesar do Atari, a maioria do tempo a gente passava pulando elástico, brincando de amarelinha, bambolê, jogo de tabuleiro, pique pega, queimado, detetive, gato mia e... Salada mista! Eu era comportada, diziam que só ia olhar (vouyer!). Hoje, quem precisa inventar brincadeira pra agarrar alguém?

Putz, eu falava “putz grila"!

O gato do colégio era um broto, bonito pra dedéu, super azarado pelas meninas, deixava todas supergamadas. Quando eles não davam bola, elas ficavam griladas. Mas quando conseguiam, ficavam numa nice! Não, não estou viajando na maionese, era assim que a gente falava mesmo. Não era careta usar esses termos. Muito pelo contrário - era chocante! Imagina se meu filho ia achar maneiro usar essas expressões... É ruim, hein. É rodi! Bom, chega de pagar mico.

Minha mãe lavava fralda

Não tinha essa moleza de fralda descartável. E pior: eu sou gêmea. A coitada lavava fralda de pano o dia inteiro! Literalmente, uma merda. Depois era só prender com alfinete. E também não tinha comidinha pronta, do tipo que é só abrir e caso encerrado.

Fumar era cool 

Todo mundo fumava nos 
cinema, consultórios, restaurantes e ninguém fazia cara feia. Hollywood era o sucesso! Os comerciais da marca eram focados em saúde, esportes, gente sarada e feliz. Ganhei muito cigarrinho de chocolate da minha avó. Olha bem a embalagem, que visual politicamente incorreto!
Eu ouvia vitrola


Desde a Coleção Disquinho até os vinis de novelas. 
E ouvia rádio o dia inteiro pra conseguir gravar as músicas que eu queria no bom e velho gravador de fitas cassete. Ficava arrasada ao trocar de estação e perceber que a música que nunca tocava já estava  no meio. O ruim era quando as fitas enrolavam no meio da gravação.

É... bons tempos!

Tempo de meia soquete pra ir à discoteca, de bala Sete Belo na saída da escola, de escolher papel de parede para o quarto, tempo dos palitinhos premiados nos sorvetes da praia, dos ídolos do Menudo, de ir ao lugar reservado da videolocadora, cheia de vergonha, pra pegar filme pornô escondido... Os meninos então, pra verem mulher pelada tinham que comprar pilhas e pilhas de revistas. Aquelas que eles guardam amareladas até hoje :-). Pois é, muita coisa mudou. Hoje tem XVídeos, Pornotube, Redtuber, tudo é mais simples. Pra viajar o mundo todo é só se conectar. Pra pesquisar, não precisa sair do lugar, é só dar um Google. Dá pra levar sua TV no celular e guardar no bolso, tecnologias impensáveis há algumas décadas. Mas, tudo tem sua época e seu valor. E daqui a alguns anos, certamente, estarei trabalhando em outro texto, contando que em 2014 os carros ainda não voavam.Vou arrebentar a boca do balão! ;-)





Perigo em doses

Ela é sedutora, linda, loira, gostosa. Ela chega como quem não quer nada e oferece sua animada companhia. Você fica alegre, inebriado pelo seu poder de atração. Tudo fica mais divertido, emocionante, colorido. Ela é a parceira ideal. De repente você fica triste, nada te anima. Mas espera aí! Tem a loirinha! Aposto que ela vai me dar uma força. Você chama, ela atende na mesma hora. Ela te acalma, manda a angústia embora, você sente aquele alívio, parece que o céu de nuvens negras se abre, dando espaço a um lindo dia de sol. Vocês viraram a noite juntos, mas assim que ela foi embora, a angústia voltou. Imediatamente você se dá conta: nossa, eu preciso dela. Só ela pra me acalmar, pra me deixar feliz. Ela vira sua companhia constante. Nada mais tem graça se ela não estiver ali. Só que essa loira começa a te fazer mal, começa a te cobrar atenção, não quer mais te deixar sozinho. E você não consegue mais se livrar dela. Ao mesmo tempo em que você não consegue ficar longe, ficar perto também é ruim. De repente você percebe que está acordando com ela, saindo pra almoçar, pra jantar... Era só nos fins de semana, mas ela tomou conta da sua vida de uma forma, que não dá mais pra desvencilhar. Você começa então a ficar mais irritado e com a presença dela, você consegue colocar toda essa raiva pra fora. De repente, louco da vida, você pega o carro, ela falando sem parar no banco do carona, você já odeia essa desgraçada, mas ainda acredita que só ela é capaz de tirar e de criar angústia. Ela virou um deus todo poderoso, que decide sobre cada passo seu, que dominou a sua vida e a da sua família. Ela agora quer viver pra sempre ali, apegada a tudo que é seu, dizendo o tempo todo: você precisa de mim. E a sua vida vai sendo destruída, lentamente, por aquela que, um dia, foi sua melhor companhia. Se você não resiste aos encantos dessa loira gelada, não se aproxime. Porque seu gosto amargo vai transformar a sua vida, que era doce e você nem sabia.

Você me faz tão bem...

Eu espero dias, meses
Só penso na hora de você chegar
Sinto o frescor da sua presença
Enquanto você brinca de bagunçar meus cabelos
E a sua cor?! Tão linda, tão brilhante...
Meu tempo é maravilhoso com você
Cada dia é uma delícia!
Tenho vontade de viver,
De dançar, de cantar, de amar muito mais
Mas de repente você some...














Entro numa fria
Paira uma nuvem negra sobre a minha cabeça
Os dias perdem aquele colorido
Tudo fica cinza, sem graça

O tempo passa e eu recebo flores
Alguém quer passear pelo meu jardim
É tão bonito... Ate deixo entrar
Mas ninguém se compara a você
Deixo ele ir embora sem sofrer,
Sem me apegar, sem perceber

Aí vem aquele pegajoso
Que me deixa de cabeça quente
Ele tem fogo, quer me ver nua,
Tirar minhas roupas, me fazer suar
Mas eu não suporto esse clima

Eu gosto mesmo é da sua suavidade
Da respiração leve que você me traz
Do seu hálito fresco

Ah, meu amado outono...
Como é bom ter você de novo aqui
Me abrace, me cante, me encante

E que passe o cinza do inverno
Que passem as rosas da primavera
Que passe o fogo do verão
Porque o que eu quero mesmo
É viver na tua sombra

Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça...

O carioca, literalmente, está frito. Acorda cedo, suado, segue para o banho, falta água.  Vai para o trabalho, ônibus lotado, sem ar-condicionado, trânsito infernal. Falta luz, volta luz, falta luz, volta! A internet não funciona, liga, espera 40 minutos, se desespera, xinga, atendem, transferem e... tu-tu-tu, “caiu” a ligação. Trabalho acumulando, mas liga de novo: “Por favor, aguarde. Todos os nossos operadores estão ocupados. Sua ligação é muito importante para nós... (gerúndio + gerúndio – paciência)”. Celular fica mudo, não pega, vai pra janela com a cabeça pra fora. Calma, não se jogue! Hora do almoço, sensação térmica de 50 graus, cata restaurante com ar, é assaltado à mão desarmada. Come tenso, pensa nas contas do mês, volta para a sauna ao ar livre, assalto de veraneio à mão armada. Volta para o trabalho, o chefe pede produtividade, concentração, criatividade e agilidade (Me surpreenda!). Caminho de casa, duas horas no trânsito, dilúvio, esgoto transborda, ruas cheias, água nas canelas. Chega em casa, cadê água? Não tem água. Leva roupa para a casa da mãe, da prima, do vizinho. Liga a TV, cai o sinal. Telefona para resolver, fala com 12 atendentes, nada se resolve. Cansado de tudo, o jeito é dormir (no calor). Porque falta luz, falta água, falta respeito, falta basicamente tudo.

Incompatibilidades

A pressa é inimiga da perfeição,
que tem horror à ousadia,
que não se dá com o medo de errar,
que não combina com a coragem,
que ignora a dúvida,
que passa longe da certeza,
que não suporta a insegurança,
que evita a liberdade,
que não aceita a regra,
que não permite a flexibilidade,
que ignora o padrão,
que não permite o relaxamento,
que é inimigo da pressa...

Carinho de voz

A moça do ônibus cantava 
No ônibus, ela cantava
E sua doce voz
fazia carinho nos meus cabelos
Era só paz
A paz entre o som do motor

Evite um chato e seja mais feliz.

chato 
cha.to 
adj (lat vulg platu) 1 Que não tem relevo; plano. 2 Sem saliência; liso. 3 gír Sem vintém. 4 Rasteiro, vulgar. 5 pop Importuno, inconveniente, maçador. Dim: chatoca: "Um deles, chatoca, tinha o chapéu caído sobre a cara" (Francisco Marins). sm 1 Plano não acidentado. 2 ch V piolho-ladro. 3 Ornit Pequeno marreco de bico muito reduzido (Anas brevirostris).

Pelos significados, já viu que “ser chato” coisa boa não é.

Chatos são seres que se proliferam como piolhos. Eles literalmente dão no saco. E surgem nas piores horas, aparecem do nada, pulam da moita. Estão em todos os cantos, prontos para fazer a gente perder nosso bem maior e mais raro: a paciência. Geralmente estão mais afoitos nos dias em que você não quer falar com ninguém (parece que eles têm um radar, um sensor). Não sei se houve um crescimento demográfico de chatos no mundo ou se a nossa paciência é que vai se esgotando com o tempo. Mas, de qualquer forma, temos que estar preparados para o ataque de algum ser dessa raça em plena expansão. 

SEGUEM AS DICAS:

O bom e velho fone de ouvido.
É quase infalível. Digo “quase”, porque tem aquele #chatoultrasupermegablaster que sabe que você está ouvindo música e continua conversando, como se você fosse especialista em leitura labial. Ele não para de falar enquanto você não tira o maldito fone e pergunta impacientemente: “o que você está falando?”. Por isso, nunca, jamais, em hipótese alguma olhe nos olhos de um chato se não estiver a fim de ver alguém fazendo mímica até ser ouvido.

O antigo truque da ligação ruim.
Vale fazer sons de interferência, pular sílabas e tudo que for necessário para que a sua paciência sobreviva. Temos que aproveitar a bosta de serviços de telecomunicação e jogar a culpa na Tim, Claro, Oi, Vivo, etc. Acredite, não tem álibi melhor! Quando não aguentar mais o papinho ralo, comece a responder: si.. to..indo...casa...ok. E de repente desligue. Ah! E não se esqueça de desligar um pouquinho o celular pra quando o chato voltar, começar a ouvir aquela mensagem ainda mais chata que ele: o celular chamado está fora da área de serviço ou desligado.

Ligação falsa.
Gente, quem tem isso no celular é uma pessoa mais feliz. Existe um recurso que você liga pra si mesmo. Aí é só atender e inventar uma historinha: Oi, mãe. O que??? Presa do lado de fora de casa??? Peraí, já to indo. Não fica tensa que já estou chegando! Olha, isso funciona que é uma maravilha.

Assunto urgente!
Se tiver mais gente conhecida no recinto, você pode falar: putz, espera aí, não saia daí, sério! É que preciso resolver um lance urgente! Já volto! Depois disso você cola em uma pessoa qualquer nem que seja pra perguntar: você acha que vai chover hoje? Desenvolva uns cinco minutos de um assunto qualquer, nem que você tenha que ser o chato da vez. Se o cara for chato de verdade, vai encontrar outra vítima rapidamente. 

A tática do Ghost Writer.
Quando pular mensagem do chato no chat (sem trocadilhos) finja que é outra pessoa escrevendo: a fulana acabou de sair, quer deixar um recado?

É por essas e outras que às vezes sentimos preguiça das pessoas. Porque o mundo está superlotado de gente que não tem nada de interessante pra falar, nada a acrescentar, nada de novo. Não me refiro a papos profundos, mas algo que te prenda por um tempo, que te faça ter vontade de saber o final da história. Podemos até ser sinceros e falar que não estamos num momento bom pra conversar, mas quando a pessoa é chata de verdade, ela não entende isso, não aceita. Vai querer saber porque você tá mal, vai querer opinar... Sinceridade não resolve.

E enquanto não inventam a cura pra chatice ou remédio pra evitar os chatos, que seja feita a nossa vontade!



Dia de se namorar, pode ser?

Hoje, em pleno dia dos namorados, onde surgem declarações apaixonadas nas timelines desse mundão virtual, um comentário me chamou a atenção. A pessoa dizia “o pior é quem acha que as solteiras têm recalque de quem namora”. E realmente, isso acontece mesmo, é uma grande verdade a meu ver.

Lembro que quando eu estava solteira, muitos homens me perguntavam o que uma mulher como eu estava fazendo “sozinha”.  E quem disse que eu estava sozinha? Só por não estar com um relacionamento firme? E se eu estivesse realmente sozinha, o que há de estranho nisso?

Esse pensamento é totalmente machista. O cara que está solteiro está aproveitando a vida, não quer se prender, é pegador. Já a mulher é a “fêmea carente que não conseguiu conquistar um macho”. Ledo engano. Muitas mulheres curtem realmente a solteirice ou simplesmente não estão desesperadas para encontrar um par.

Eu mesma já entrei nessa paranoia, porque não se pode ficar solteira em paz sem alguém achar que você está com algum problema. “Será que ela não manda bem?”, “será que tem o gênio difícil?”, “por que não tem competência pra segurar um homem?”. Pior é que esse raciocínio machista nem sempre parte dos homens. Muitas mulheres vêm as solteiras como se elas estivessem em desvantagem, como se ter um namorado fosse ter um troféu que atesta a sua capacidade de conquista.

Quero dar os parabéns hoje às solteiras que se curtem! Aquelas que se amarram em pegar um cineminha sozinhas, que não vivem em função de encontrar companhia masculina e que sabem que ter namorado não é atestado de porra nenhuma. 

E viva as mulheres que se namoram!

Levantar bandeira é fácil. Difícil é respeitar valores.

O ser humano vive vive levantando mil bandeiras. Fica indignado com a violência, com o descaramento, com a obsessão por poder a qualquer custo, com o preconceito e por aí vai.

Pede paz, grita por igualdade, reclama da impunidade, clama por justiça. Mas sugiro um exercício de autoconsciência. Pare, desarme-se e pense. Você se lembra de pedir paz quando age de forma violenta, com palavras agressivas, com ódio e sede de vingança?

Antes de falar mal dos políticos e querer tacar uma bomba no Congresso Nacional, você pensa se está sendo justo e ético com seus funcionários e colegas de trabalho?

Afinal, qual é a diferença entre o safado que desvia verbas da saúde e o empresário que não paga seus funcionários ou que dá calote no freelancer e ainda compartilha a foto do chope brindando com o dinheiro alheio?

É chocante a notícia de uma jovem de 15 anos condenada a cem chibatadas por ter sido estuprada pelo padrasto. Mas e você? Como trata as mulheres?  Dirige-se a elas com o devido respeito?

E você, mulher, que se diz moderna, cabeça aberta e que defende o casamento gay, lembra daquela sua amiga que contou uma experiência e foi julgada e condenada por você? 

Você pinta a cara, compartilha campanhas, participa de abaixo-assinados, tudo por um mundo melhor. Mas está ensinando seus filhos a agirem corretamente, a olharem para o próximo, a se colocarem no lugar do outro?
Você sabe se o seu filho faz bullying no colégio? Infelizmente, muitos pais nem sabem ou, se sabem, dizem que é coisa de criança, que adulto não deve se meter. Será que não passa pela sua cabeça que esse filho pode ser o bad boy que vai crescer batendo em mendigo ou tacando fogo em índio? Ou seja, de que adianta colocar no Facebook o nome com sobrenome João das Couves Guarani Kaiowa?

E é dessa forma que nos damos ao direito de nos indignar, de criticar, de nos colocar num patamar de justiceiros sem telhado de vidro.
Olhe para si mesmo. Faça uma autoanálise. Pense em como você está agindo com o porteiro, com o pai, com o filho, com o cara que esbarrou em você e levou um empurrão de volta por conta disso. A paz, a justiça e a ética começam aqui, dentro de cada um de nós, na nossa casa, na nossa família, no nosso círculo de amizade.

Quer fazer campanhas, faça! É digno, é importante e válido. Mas não levante a bandeira alheia com valores que não são seus.


2ª feliz segunda.


Mais um domingo livre de angústia, aquela que já começa a bater a sua porta lá pelas 20 horas, lembrando que a segunda-feira está prestes a invadir a sua paz. É comum as pessoas lamentarem “e começa tudo de novo”...
E por que não começar o novo? Um curso, uma amizade, um projeto, quem sabe até um filho?
Que venha a segunda! E que traga consigo o tom de novidade e o cheiro de descoberta. Quero brindar a sua chegada e dizer o quanto eu sou grata pela sua presença.

Todos os dias são igualmente especiais quando estamos no nosso eixo, o calendário é apenas uma convenção, um mero detalhe. Se você está reclamando porque amanhã é segunda, está na hora de parar para refletir: o que eu não quero recomeçar? O que eu continuo a fazer para me manter neste círculo vicioso e entediante? Por que eu começo a semana querendo dar um forward para sexta?


A coitada da segunda não é a vilã, é a mártir, a injustiçada que carrega sozinha o peso de todas as nossas expectativas e promessas: segunda eu começo a dieta, eu vou pra academia, eu paro de beber, eu começo a estudar, eu passo a dormir cedo.

Faça diferente desta vez. Pense em como seria uma segunda esperada, bem vivida, capaz de fazer você desejar um dia de 32 horas. No momento em que você não sentir mais a deprê pós-Fantástico, pode ter certeza: você estará fazendo a coisa certa, no lugar certo, na hora certa.

TODAY IS MONDAY!
OPS! I DID IT AGAIN!